Por: José Joacir dos Santos
A literatura japonesa traz o mais famoso registro sobre o uso do incenso na novela The Tale of Genji, escrita pela Lady Murasaki Shikigu, no século XVII, cujo exemplar se encontra no museu de Tokugawa, Japão. Kiyoko Morita, em seu livro Incense, publicado em 1978, afirma ter encontrado menção ao uso de incenso no primeiro jornal japonês, Nihonshoki (Crônicas do Japão), publicado no ano 595. O texto narra o uso de aroma pelos moradores da ilha Awaji, perto de Kobe, e que seu uso teria sido introduzido no Japão juntamente com o budismo, no século VI, e cita em outros a utilização de sândalo, cravo-da-Índia, canela e cânfora. Na literatura tibetana com certeza há registro que vai a milênios mas enfrenta o grande problema da falta de tradutores para os idiomas ocidentais, especialmente inglês, sem contar com o que foi destruído com a ocupação do país em 1948 e consequentemente o exilo do Dalai Lama na Índia. Seja como for, é importante aqui ressaltar a origem cerimonial do uso do incenso nas culturas orientais e ainda hoje não se acende um incenso sem oferecê-lo a mentores espirituais, ascenstrais, divindades, protetores, anjos e guardiães da família e da casa.
Nas pinturas existentes nos museus japoneses, especialmente datadas dos séculos 17 e 18, fala-se que os personagens, bem vestidos e em posição de cerimônia, estão “ouvindo o incenso”, como se ouve a lareira queimar, a fogueira, como se canta com as velas de aniversário acesas. Essa leveza da cultura oriental se baseia no respeito por tudo que há no universo e no entendimento que somos partes do todo, privilegiando o sentimento positivo pelas coisas simples ligadas à natureza.Aqueles que discriminam o uso de altares e de incenso certamente nunca prestaram bem atenção ao que está escrito em Genesis VIII, 12:21. Esse trecho da Bíblia diz que Noah construiu um altar e acendeu incensos a Deus. Na história do nascimento de Jesus também é narrado que os Reis Magos trouxeram incensos e ofereceram ao recém-nascido. Quando o corpo de Jesus foi dado como morto, diz-se que ele boi banhado com mirra e sândalos, os mais conhecidos ingredientes de incenso na antiguidade, como símbolo de pureza. Buda foi cremado com madeira de sândalo, assim como os ricos indianos ainda o fazem hoje. Foi encontrada mirra em todas as múmias egípcias. O Império Romano importava plantas aromáticas para fabricação de incenso.
Nas histórias populares chinesas, há registro do uso de incenso pelos nobres da corte desde o século 150 antes de Cristo. No Japão, nos livros antigos, como The Pillow Book, escrito pela Lady Shonagon no ano 1002, o incenso estava muito ligado a um luxo das classes favorecidas, porque as ervas e especiarias já eram caras naquela época. Há centenas de anos que o uso do incenso se espalhou pela Ásia inteira e por todas as classes sociais.Um detalhe interessante e cheio de contrastres dentro da sociedade japonesa, ao contrário da chinesa, especialmente no século XVII, é que só homens utilizavam incensos mas os shoguns e os samurais não chegavam nem perto de incensos, poesia e cerimônia do chá. Ao mesmo tempo, as classes menos favorecidas e os comerciantes valorizavam o incenso e por volta do ano 1603 apareceram “escolas” de incenso, que mais tarde se tornariam “fábricas” com a demanda e a adesão da elite militarizada com os shoguns e os samurais até o governo interferir e baixar normas para os incensos, que passaram a ser “fabricados” por duas grandes escolas holísticas, de profundo treinamento espiritualista chamadas Shino Soshin e Sanjonishi Sanetaka. Daí, o povão passou a criar e apareceram os travesseiros com incensos e toda uma gama de produtos direcionados ao uso do incenso, chamado em japonês de Koh-do. Veja que o Japão desenvolveu isso tudo por volta do ano 1603. Nessa mesma época, o budismo tibetano já tinha influenciado, há séculos, o uso do incenso por toda China, Mangólia e região e o Brasil estava no auge da exploração da Floresta Atlântica pelos portugueses e aventureiros do mar.
A grande diferença do incenso fabricado pelos tibetanos, japoneses e parte da China, ainda hoje, é a inexistência de produtos químicos ao contrário da Índia que utiliza química até em roupas. O incenso que chega hoje ao Brasil, vindo da Índia, é impregnado de produtos químicos e em muitos casos provoca irritação e alergias. O incenso puro não causa alergia. Não faz muito tempo a revista Time denunciou a exploração de pessoas pobres pelas fábricas indianas de roupas e mostrou casos de morte por contaminação pelos produtos químicos utilizados nos tecidos. O governo brasileiro atrapalha bastante neste aspecto.
O produto bom, fabricado com plantas orgânicas como é feito há milhares de anos não entra no Brasil porque a alfândega bloqueia, tanto nos aeroportos como nos Correios. Mas pelo Paraguai entra tudo que é porcaria, de procedência sempre duvidosa, e os mesmos órgãos do governo brasileiro fingem que não vê. Nós brasileiros temos a capacidade de importar lixo de várias fontes, só pelo preço, como os produtos paraguaios vindos da China e produzidos lá pelos chamados prisioneiros da consciência, isto é, pessoas presas por serem religiosas, por serem homossexuais, por pensarem diferente, por discordarem do estabelecido como milhares de tibetanos presos e obrigados a fabricar incensos e outras coisas, de graça, para serem vendidos no exterior a preço de banana mas que volta para os cofres chineses como dólares.
Se você visitar os mercados populares de Belém do Pará e de Manaus (não visitei, mas uma amiga fez a pesquisa por mim), você vai perceber o quanto o Brasil desconhece os ricos aromas das ervas cultivadas ou simplesmente catadas na floresta pela população que vive da venda de ervas. Em Brasilia, percorri os shoppings procurando óleo ou essência pura de arruda. Simplesmente não existe. As lojas vendem essências importadas, caras, saturadas e ignoram as brasileiras, ricas em aroma e qualidade. Aqui e ali você acha incensos feitos com ervas nativas brasileiras, mas ainda de má qualidade e são caros. Quando a gente vai chegar lá? Quando nós brasileiros vamos compreender que o país é rico em tudo? E que tudo isso pode virar ouro em pó? É uma questão de educação ou política?Com o tempo, os monges budistas e taoístas desenvolveram a cerimônia do incenso e a rica musicoterapia chinesa antes da revolução comunista também pensou nisso, assim como os tibetanos já fazia até antes do budismo chegar por lá (só existiam xamãs no Tibete). Os japoneses adoram ceminônia e toda a família é envolvida nelas, tendo os mais velhos o privilégio de conduzi-las e de sentar-se nos nos lugares de honra da casa. Nos dias de hoje, todo bom espiritualista tem seu altar em casa, uma tradição nas principais religiões do mundo, e você pode até mandar fazer um lindo móvel só para isso. No incenceiro coloca arroz cru da melhor qualidade para segurar os incensos (não coloca terra).
Lembre que o arroz nasce na lama, atravessa a água e transmuta os nutrientes em caroços deliciosos, hummm. A toalha do altar deve ser de tecido puro, algodão ou seda, em cores vibrantes, ao gosto do dono, especialmente dourado, lilás, azul, rosa. Fotografias dos que já se foram podem ser colocadas no altar quando você rezar para os antepassados. Flores, copo com água pura, cristal, algo de metal e madeira para completar os cinco elementos essenciais. O altar deve ficar, de preferência, virado para o Norte por causa do ímã polar. Em frente ao altar você conversa, reza, pede, conta o que aconteceu, canta, dança, agradece e chama os protetores da família. É o ponto da terapia familiar ou individual. É dito que não há energia negativa que fique na casa onde incenso é queimado no altar, que por si cria um polo de conexão energética positiva para toda a casa. Coloque as imagens que quizer no altar. Quem tiver problema com imagens deve fazer terapia – porque isso faz parte do medo da própria imagem. As crianças devem ser ensinadas a fazer esses rituais logo cedo para aprenderem valores sólidos, positivos, e se tornarem imunes ao mundo agressivo e contaminado fora de casa. Em algumas casas, as flores do altar mucham rapidamente. Você substitui até que as flores não muchem facilmente – e assim a casa estará limpa. Com o tempo a casa passa a cheirar e as pessoas a se sentirem felizes em casa. É preciso adquirir incensos de qualidade.
Por enquanto, já que o incenso tibetano é barrado pelo governo, embora muitas autoridades alfadengárias nem saibam muito o que é incenso, os incensos japoneses são os mais seguros e as são encontrados no mercado. Uma dica: aqueles incensos que acabam logo devem ser deixados no lugar onde são vendidos. Aqueles com mais de uma planta ou essência, também. Leiam sempre os rótulos e a procedência. Essa história de que incenso provoca câncer é mais uma daquelas produzidas pelo outro lado da luz, que odeia incenso, e o trabalho dessa gente é confundir o público. Até algumas revistas mascaradas de “saúde” fazem isso. Morei muitos anos no Oriente e visitei inúmeros lugares que usam diariamente incenso, há séculos, e nunca vi ou ouvi dizer de alguém que tenha morrido com câncer por causa de incenso. Por que será que só vemos monges sadios? E eles lidam com incenso diariamente.
Por: José Joacir dos Santos
Em entrevista concedida ao Mestre John Gray, em setembro de 2008, a Mestra Phyllis Furumoto, neta de Takata, fala abertamente do seu temperamento difícil na juventude, de não ter gostado muito de ter sido escolhida como a neta que continuaria o trabalho da avó famosa, da luta interna que travava para aceitar Reiki, e que tinha de obedecer à família porque essa é a tradição dos descendentes de japoneses. Conta que era impaciente e que se irritava quando fazia perguntas e a avó Takata respondia: “deixe o Reiki lhe ensinar”. Por ser jovem quando a avó faleceu, Phyllis se arrepende de não ter passado mais tempo com ela e ouvido tudo o que a avó tinha para ensinar e dizer. A mãe de Phyllis tinha cerca de 12 anos de idade quando foi iniciada, também, por Hayashi, no mesmo período em que Takata estava sendo treinada por Hayashi, mas quando Phyllis nasceu Hayashi já havia falecido. Por isso ela foi iniciada pela avó Takata.
Por: José Joacir dos Santos
Foi de muita utilidade o uso do aurímetro nos últimos cursos de Reiki, tanto antes e depois das iniciações quanto antes e depois das aplicações. Esse pequeno aparelho, mais conhecido por aqueles que trabalham com radiestesia, prova, cientificamente, a expansão do campo eletromagnético de quem é submetido à energia universal da Terapia Reiki. A expansão individual da aura ocorre e o tamanho dela está diretamente relacionado com a história individual de contato e conexão com a luz divina. Pessoas doentes tem a aura reduzida. Se o doente perdeu a fé, a aura pode ser rompida e utilizada pelo lado sem luz. Para exemplificar, utilizamos o aurímetro em pessoas que tinham um campo energético de apenas um metro. Depois da iniciação em Reiki, a pessoa passou a ter quase quatro metros quadrados e raio luminoso, apontado por um simples aurímetro sem possibilidade de fraude porque essa medição foi feita na presença de quinze pessoas. Assim como a energia universal vital da Terapia Reiki, o aurímetro não necessita de parcela alguma de fé. É pura física!Para aqueles que conhecem as orientações do Archanjo Miguel, cuja missão principal é despertar e fortalecer a fé, cabe aqui lembrar a necessidade constante que todo ser humano tem de se vestir da proteção divina, cuja vestimenta principal é a fé. A fé estabelece uma camada de proteção de luz (aura) ao nosso redor, a qual também é recarregada pela prática de terapias energéticas como Reiki, Chama Violeta, entre outras, cuja bateria física é o pensamento positivo. Houve um tempo que se tomava banho aos domingos para ir a missa, mas na era em que vivemos essa necessidade tem a velocidade da internete. Não dá mais para esperar pelos domingos. A realimentação energética tornou-se uma necessidade vinte e quatro horas e as terapias energéticas se enquadram muito bem nessa urgência, porque o iniciado já traz consigo as ferramentas que precisa: as mãos e os códigos sagrados. Houve também um tempo em que a imposição de mãos, com a finalidade de transmissão da energia vital, era coisa de “bruxaria”. Quem não lembra que Chico Xavier foi preso? Hoje ninguém consegue mais esconder os registros sobre a imposição das mãos contidos na Bíblia, publicada na internete. Em um dos livros ditados pelo Arcanjo Miguel para os trabalhadores da Ponte para a Liberdade, ele diz: “A fé deve ser adquirida por vós mesmos, através de um trabalho árduo, consciente e persistente”. Ele acrescenta que é a gente mesmo quem busca e se alimenta de fé, isto é, é um processo individual porque é uma opção: a fé eleva o campo eletromagnético do ser humano, trazendo a saúde. A falta de fé conecta o ser humano ao medo e o medo é a expressão da força do outro lado sem luz, doente. “A luz da fé, da proteção e do poder (divino) é vitoriosa”. Que tem fé não tem dúvida, não tem medo e tem o campo eletromagnético protegido contra as sensações negativas do Eu Inferior e seus soldados tão ativos no mundo atual – obsessores, vampiros, trabalhadores da escuridão da noite, traficantes. O Arcanjo Miguel fala que devemos nos vestir, sempre, com o que ele chama de “armadura de luz”. Isso nada mais é do que um campo eletromagnético criado pela mente, fortalecido pela fé e pelo pensamento positivo, que se manifesta em forma de aura, a qual é medida por um aurímetro. Este aparelho pode ser utilizado por qualquer pessoa porque ele só exige que a pessoa o segure firmemente partindo de um ponto onde deseja medir a energia existente. É utilizado também para localizar água no subsolo, achar minas, etc. A energia universal e vital da Terapia Reiki realimenta esse campo eletromagnético de pessoas, plantas, animais, objetos, lugares e tudo o que for canalizado com ela, ampliando, criando limites físicos e até tornando a energia mais densa como a que segura a gema de um ovo. Na medida que o tempo avança, todo ser humano precisa estar amparado na luz, da qual algumas religiões e seitas já se distanciaram há tempos. As pessoas mais sensíveis podem detectar quando igrejas estão sem a energia divina. Os lugares divinos têm brilho, aroma natural, vigor e provocam um bem-estar incalculável e silencioso.