Por: José Joacir dos Santos
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No período do Renascimento (séc. XIV a XVII, aproximadamente), ocorreu uma cisão no conhecimento científico, originando as Ciências Vigentes que, apesar de sua origem incontestável a partir das Antigas, rejeitaram-nas e estigmatizaram-nas. Entretanto, as mesmas permaneceram sob o nome de “Ciências Ocultas”. Hoje é evidente a crise nas Ciências Vigentes ou Atuais justamente por causa da falta de coesão entre suas incontáveis subdivisões e também por não perceberem o ser humano como um ser integral e integrado ao planeta Terra. Como sabemos, a História é tão cíclica quanto o movimento planetário, e hoje percebemos uma crescente valorização das Ciências Antigas promovendo a ampla divulgação de oráculos, terapias alternativas, técnicas de auto-conhecimento, medicina chinesa etc.
O “cientista antigo ou oculto” dominava ampla e profundamente o conhecimento de Alquimia, Magia, Astrologia, Hermetismo e Cabala para poder ser reconhecido e conseguir investigar e resolver os problemas da humanidade na época, sejam eles físicos, psíquicos ou espirituais. E, hoje em dia, além de atualizados, todos estes conhecimentos também deveriam constar no currículo básico dos profissionais hoje em dia conhecidos como astrólogos, tarólogos, terapeutas holísticos e outras derivações. Só que não é o que acontece. A proscrição e a falta de regulamentação nestas profissões permitem uma diversidade de adivinhos e operadores de oráculo que, na maioria das vezes, não tem noção de Astrologia e Cabala, por exemplo, mas profetizam vários detalhes de qualquer que seja o assunto em questão. São pessoas que já nascem com o dom natural da mediunidade, ou da clarividência, cuja função não tem nada a ver com os profissionais do esoterismo, que necessitam do conhecimento das Ciências Antigas. Claro que todo o astrólogo, tarólogo ou cabalista vai usar a intuição. Mas a intuição é inerente a todo o ser humano e qualquer profissional de qualquer uma das ciências acima a utiliza nos seus processos.
Mas, trabalhar com 100% da sua intuição, mediunidade ou clarividência já é outra coisa.
Na Astrologia, o planeta responsável pela nossa intuição é Netuno. Portanto, dependendo do estado cósmico de Netuno no momento do nosso nascimento, podemos ser agraciados com o poder mediúnico ou paranormal. A “sombra” de Netuno, o lado negativo – como tudo na vida humana, segundo o Hermetismo, tem sua polaridade positiva e outra negativa – acarreta ilusões e enganos. Daí que, as chances de um paranormal, que utiliza exclusivamente seu poder e conexão facilitada com o “outro lado”, sem preparo ou estudo das Ciências Esotéricas, correr o risco de falhar e, até mesmo, prejudicar seu cliente numa consulta, são grandes.
O objetivo principal do profissional das ciências esotéricas – esotéricas sim, já temos discernimento o suficiente para compreender e buscar muitos conhecimentos, antes limitados a grupos “iniciados”, tornando-as “ocultas” – é desenvolver o livre arbítrio do consulente através do auto-conhecimento. Que graça teria a vida se tudo fosse adivinhado ou líquido e certo? Como seria nosso processo evolutivo se já soubéssemos o que virá depois de amanhã? A orientação astrológica e a análise tarológica promovem a essência divina do ser humano, sua auto-confiança nas próprias decisões tomadas com base na sua Vontade Suprema. Os erros e acertos são meras lições no meio do Caminho da Vida e é com eles que vamos alcançar a independência, a inovação, o holismo e a racionalidade próprias na Nova Era, ou Era de Aquário.
O investimento nos estudos do profissional das ciências esotéricas, seja ele econômico ou temporal, é grande e vitalício. Nenhum cientista pára de estudar ou de pesquisar, já perceberam? Nem o astrólogo, o tarólogo e o cabalista. Apesar de que “errar é humano”, como se diz por aí e até podemos elencar os erros da ciência vigente, atual ou oficial, não é possível haver erro nas previsões astrológicas, por exemplo. O que existem são dados de nascimento errados ou um profissional sem conhecimento amplo da ciência que aplica.
Humildade também é fundamental nesta profissão. Em muitos casos, principalmente na Astrologia, o ego do profissional tende a inflar, pois os clientes que começam a entrar em sintonia com seu Eu Superior devido às orientações e das previsões astrológicas, começam a ter uma vida mais equilibrada e, consequentemente, próspera em todos os sentidos. E ele admira o astrólogo que, baseando-se em símbolos e movimento planetário, consegue delimitar fases de mudança, de atrasos, de desafios, de facilidades que, do ponto de vista do leigo, parecem adivinhações ou milagres. É apenas a dedicação a uma ciência que, apesar de proscrita nos dias atuais, permanece viva como uma ferramenta de ajuda e auto-reconhecimento da divindade dentro de cada um de nós.
Por: José Joacir dos Santos
Por Francisco Osório Costa Júnior
Enfim, o Reiki me devolveu a alegria de viver em paz comigo e com os outros, me fez entender que as perdas fazem parte da vida, e que preciso me amar e ser feliz. Hoje, eu me sinto muito satisfeito e bem de saúde. Recomendo a prática do Reiki porque obtive um resultado maravilhoso, e gostaria que todos tivessem essa mesma oportunidade que eu tive. NAMASTÊ!!!
Fortaleza, CE
Por: José Joacir dos Santos
Sofia é Maria
(*) Por José Joacir dos Santos
O templo teve vários nomes e ocupações, nem sempre pacíficas, desde o Século IV. Fica em Estambul, antiga Constantinopla, Turquia, às margens do Mar de Mármora. Quando o templo foi construído pela primeira vez, faltava cerca de mil anos para o Brasil ser descoberto por Cabral (se é que foi ele mesmo!) e o Islamismo não existia ainda. A linda Estambul de hoje, com 15 milhões de habitantes, coleciona centenas de anos de história de vários impérios, guerras, tragédias e luta pelo poder, desde o Império Bizantino ao Romano, passando pelos conquistadores do Império Turcomano, não necessariamente nessa ordem. Um dos museus guarda desde o cajado de Moisés às espadas de Maomé, assim como as maiores peças em ouro puro que já vi nesta vida. De quebra, a exposição “500 Anos de Japão” está aqui, e apresenta uma imagem milenar da Deusa da Compaixão e do Perdão, Kuan Yin.
A história diz que Theodoro, parente do Imperador Justinianus I, começou a construção do templo no Século IV. De lá para cá, terromotos, motins religiosos e outras brigas demoliram o templo inúmeras vezes. A motivo pelo qual o templo foi erguido é Jesus, que aqui aparece em imagens desde a infância, entre 6 e 12 anos, e também com cerca de 30 e poucos anos. A história aqui chama de ignorante quem ainda quer saber onde Jesus andou entre os 12 e 33 anos.
Um dos painéis mostra o Imperador Bizantino Leon VI (viveu entre 866-912), ajoelhado aos pés do jovem Jesus, que está sentado no trono do próprio Imperador. O templo, cujo teto e figuras são cobertos de ouro puro, e suas estruturas de mármore raro, foi ocupado por muçulmanos, que destruíram o que puderam, inclusive painéis milenares. Por fora foram construídos os famosos pilares fálicos das mesquitas e os painéis internos que se salvaram foram cobertos por outros dedicados a Alá. Finalmente o governo da moderna Turquia declarou que todos os templos, de qualquer religião, são museus e isso tem salvado o que restou de milhares de anos. A Turquia de hoje é um exemplo de convivência pacífica entre cristãos, judeus e muçulmanos. Um país alegre e rico em tradições.
Entre os poucos painéis que se salvaram também está aquela que dá nome hoje ao lugar: Sofia. Sofia é Maria e aparece ao lado do Arcanjo Gabriel na parte mais alta da igreja, e talvez por isso não tenha sido destruida. Uma das asas do Arcanjo Gabriel foi destruída. Fingi que estava perdido e, andando pelas ruas, parei e perguntei a várias vezes onde ficava a Igreja de Santa Sofia. Idosos, jovens e até crianças, sem entender inglês, apontaram na direção de Hagia Sofia (eles pronunciam Aia Sofia, do grego Ἁγία Σοφία, (Santa Sabedoria). Em Latim é Sancta Sophia or Sancta Sapientia. Os turcos chamam a igreja-mesquita de Hagia Sophia e a população de séculos atrás também chamaram a igreja de “A Igreja do Choro”. Em alguns livros antigos, Sofia é chamada “aquela que escuta o choro do mundo”. Curiosamente, a mesma frase é utilizada pelos orientais, há mais de mil anos, para a Mestra Kuan Yin. Istambul é quem assiste a separação, por um estreito canal marítimo, entre a Europa e a Ásia.
Com tanta guerra e destruição, a Igreja de Santa Sofia é um lugar sagrado, testemunha do tempo, uma prova viva da imortalidade e da força silenciosa e milagrosa da fé. Aqui encontrei, muito emocionado, a imagem de Jesus que me apareceu no momento da minha iniciação como Mestre Reiki pela Mestra Ana Aparecida de Oliveira. Nunca tinha visto aquela imagem e durante anos procurei em todo lugar. De repente ela estava aqui, salva, intacta, numa cidade onde 95% da população é muçulmana. Estambul hoje tem cerca de 15 milhões de habitantes, salva, pela Europa, das neuroses do conservadorismo islâmico. Aqui, todas as mesquitas e igrejas são lugares de visitação pública e com isso a indústria do turismo é uma das mais movimentadas e ricas da região. São 3000 mesquitas, 60 igrejas e 6 sinagogas. A igreja de Sofia-Maria é o ponto de maior convergência das visitações públicas. Aqui o Papa João Paulo II ajoelhou, rezou e quase gerou uma guerra com os islâmicos porque o governo da Turquia proibiu rezas e orações, de qualquer religião, dentro do templo.
Nada se compara ao olhar do jovem Jesus, em dois painéis, pintados há mais de mil anos, forte, segurando livros de capas douradas, majestosamente firme, guardado pelo Arcanjo Gabriel e por sua mãe, Sofia-Maria, superior ao tempo, ao fanatismo, às guerras e às lutas humanas sem sentido algum. No hora da minha iniciação no mestrado aquela imagem veio viva, firme, maravilhosamente bela como se eu, de olhos fechados, tivesse olhos em todas as células do meu corpo sem ter jamais visto aquela imagem antes. Não sendo católico nem protestante, a presença majestosa de Jesus e Maria-Sofia foi sempre uma constante na minha vida, desde a infância, através de aparições, independentemente do tempo e do espaço, assim como das minhas lutas internas sem o incentivo e a influência de religião alguma. Como explicar isso? Há muito o que pesquisar!
Presenteio ao leitor do meu site, assim como aos meus familiares, amigos, alunos e toda a minha linhagem para trás e para a frente com essas imagens eternas, cheias de vida e história, lembranças e confirmação de vidas passadas. Elas me relembram que esta vida é uma continuação de inúmeras outras, e que a fé não é um estado temporário. É um projeto em construção e que a gente não deve deixar que influências momentânias da sociedade do nosso tempo interfiram na nossa própria história. Não muito longe do templo a Maria-Sofia há ruínas de um templo pagão de mais de mil anos, isto é, só resta as ruínas. Eu só fui a Estambul porque não tinha opção. Tinha um preconceito escondido, que morreu, contra Estambul, por influência do filme “Orient Express” (Espresso do Oriente, de Agatha Christie). Jamais pensei encontrar lá explicações para coisas tão profundas do meu ser, especialmente a solidificação e o meu compromisso, livre e desapegado de religião, com a luz de Jesus e Sofia-Maria. Recomendo que você também adquira essa independência e se descubra. Veja fotos sobre este assunto em www.joacir.com no artigo Maria é Sofia