A Organização Mundial da Saúde, um órgão das Nações Unidas, já recomendava a Terapia Reiki desde 1983. Há registro no Tibete sobre esta técnica holística desde o Século VII, escrito por um dos mais respeitados professores-monges de sua época, Tse Wang Rigzin. A Terapia Reiki, cujo nome em tibetano é Tsi Dup Yang Bod, é a mais antiga prática de cura proveniente da civilização Bör (ou Bon), que era a população nativa do Tibete (há registro dessa civilização pelo menos três mil anos antes de Cristo), anterior também à chegada do Budismo, vindo da Índia. O nome Reiki foi dado por Mikao Usui (em japonês, o R pronuncia-se com R, assim: Leiki). O Brasil levou 24 anos para reconhecer a profissão depois da recomendação da ONU, mesmo assim ainda está na frente de muitos países, inclusive países europeus como Portugal, cujo governo simplesmente ignora esta técnica e as demais terapias holísticas, e por isso há muita desinformação e aproveitadores por lá, segundo inúmeros e-mails enviado a esta Associação por cidadãos portugueses.
Embora a Terapia Reiki tenha surgido no Tibete há séculos atrás, inclusive com registro escrito datado do Século 7 (sete), o universo a reintroduziu no Japão, no Século XIX (dezenove), através do Mestre Mikao Usui. O canalizador da Terapia Reiki como a conhecemos hoje, nasceu em 15 de agosto de 1865, numa vila próxima onde fica hoje a cidade japonesa de Nagoya. Ele teria frequentado uma Escola Budista Tendai, próxima ao Monte Kurama, que é sagrado para os budistas. De familia com tradição samurai, Usui estudou profundamente medicina, piscologia budista, religião, artes marciais e ervas como era a tradição cultural do seu povo na época. Ele sabia que tinha uma missão e procurou dar um significado a ela. Teria viajado para a China e Tibete, onde certamente entrou em contato com várias técnicas da medicina tradicional chinesa e tibetana, que eram difundidas pelos centros budistas, taoístas e por mestres-monges-médicos-xamãs. Não existia uma medicina oficial por lá além do xamanismo, como ainda hoje não existe nos moldes da medicina ocidental, mesmo com a ocupação chinesa no Tibete. Centenas de tibetanos vivem hoje exilados em várias partes do mundo mas é na Índia que se concentram as maiores comunidades, as quais cultivam as tradições orais e as terapias passadas de mão em mão como Reiki.
O Mestre sentiu o momento de se dedicar à meditação e por 21 dias meditou no Monte Kurama, onde fez jejum e as demais práticas de um monge, entre elas cânticos e orações. Aos 21 dias ele viu uma imensa bola de fogo cair sobre sua cabeça.
Seu corpo rolou pelo chão. Ao acordar tinha na sua mente todos os símbolos e as imagens necessárias para estabelecer a nova modalidade da Terapia Reiki, desta vez de forma a ser transmitida para qualquer pessoa, mesmo aquelas que não tinham um treinamento de monge. Anteriormente a isso, muitos monges foram literalmente queimados pelo fogo sagrado. Aos poucos ele testou, em si e nos outros, a força eletromagnética que sentia. Passou a ensinar o que havia recebido e a iniciar pessoas — porque no Oriente toda técnica de cura requer uma iniciação, inclusive artes marciais.
Em 1922, o Mestre Mikao Usui fundou a Sociedade de Cura Reiki Usui (Usui Reiki Ryoko Gakkai), abriu uma clínica em Harajuku, subúrbio de Tóquio, e estruturou a forma de iniciação em quatro níveis iniciais (Roku-to, Go-to, Yon-to e San-to), cada uma com o intervalo necessário para o aluno trabalhar o assentamento da energia e a abertura dos canais energéticos, o segundo nível chamado Okuden (sabedoria interior), o terceiro Oluden-Zenki, e o mestrado chamado Shinpiden. Em 1923, o Mestre Usui foi condecorado pelo Imperador Japonês pelo seu trabalho de assistência social junto às vítimas do grande terremoto que assolou a capital japonesa — naquela época o Japão tinha muita pobreza.
O Mestre desencarnou em 09 de março de 1926, deixando o legado da Terapia Reiki que continuaria com seus 16 mestres, entre eles Chujiro Hayashi, famoso médico da marinha japonesa, vindo de família rica e influente, com clientes dentro da família real japonesa. Hayashi tinha uma clínica médica nos arredores de Tóquio, onde a Mestra Takata descobriu a técnica. Reiki veio para o Ocidente pelas mãos de uma mulher, contrariando os hábidos japoneses da época, segundo os quais, além de mulher, Takata era estrangeira. Essa mulher foi a norte-americana Hawoyo Takata, filha de imigrantes japoneses que vieram para as ilhas que formam o Havai (Hawaii), no Oceano Pacífico, pertencente aos EUA, trabalhar nas plantações de açúcar. Nessa época, o Japão era muito pobre e os japoneses entravam nos navios em busca de dias melhores em outras terras, inclusive no Brasil. Takata nasceu na ilha de Kauai, uma das muitas ilhas do Havai, na véspera de Natal de 1900. Dos 12 anos aos 14 anos ela trabalhou com adultos no plantio de cana-de-açúcar e passou por outros empregos até trabalhar para uma escola, por 24 anos. Casou com Saichi Takata e teve duas filhas. Ele morreu com 34 anos e ela adoeceu seriamente em 1935 — a dureza da vida nas plantações de açúcar. Uma semana depois da morte do marido, a irmã faleceu. Os pais já tinham retornado ao Japão. Takata guardava as cinzas do marido para enterrar no Japão como ele tinha pedido e foi
para o Japão.
Ela tinha sido diagnosticado pelos médicos norte-americanos como sendo portadora de tumores, pedra nos rins, apendicite e asma. Depois que depositou as cinzas do marido no Japão, Takata decidiu procurar um hospital para ser operada. Depois dos procedimentos e enquanto esperava sua vez, Takata fechou os olhos e meditou. De repente ouviu uma voz dizendo: “Essa cirurgia é desnecessária”. Ela levou um susto, abriu os olhos, olhou ao redor e não viu ninguém. Tornou a fechar os olhos e a voz e ouviu novamente a voz. Ainda teimou e a voz aumentou o tom dizendo que falasse com o cirurgião. Ela saiu da maca, procurou o cirurgião e perguntou: “o senhor conhece outro tratamento que eu possa tentar?”. O cirurgião argumentou que ela tinha pouco tempo e a idade, mas finalmente disse que conhecia alguma coisa que talvez ela pudesse tentar. O cirurgião então chamou a irmã dele, apresentou a Takata e foi levada à clínica do Dr. Hayashi, que era médico cirurgião. Na clínica do Dr. Hayashi, ela foi tratada e um certo dia pediu para ser iniciada naquela técnica, achando que era um procedimento médico que ela não conhecia. Os alunos tentaram convencê-la que era impossível porque ela era mulher. Numa dessas conversas o Mestre Hayashi ouviu e interferiu. Explicou que aquela mulher não era japonesa e na terra dela (Estados Unidos) as mulheres eram “diferentes”, quer dizer, tinham direitos iguais aos homens, podiam falar. Ele pediu permissão à associação fundada por Usui, chamada Reiki Gakka, para iniciar Takata, que também fez os treinamentos necessários em sua clínica — era uma clínica médica e ele aplicava Reiki e treinava alunos secretamente. Há quem diga que Hayashi teve que sair da associação (que ainda existe e que ainda é muito secreta no Japão, inclusive não-aberta para estrangeiros), por ter iniciado Takata. Em 1937, Takata fez o mestrado com o Dr. Hayashi, após um ano de treinamento com o Dr. Hayashi em uma clínica em Honolulu, capital do Havai, onde havia aberto clínica para tratamento e ensino da Terapia Reiki.
Trabalhando como intérprete na Califórnia, Takata resolveu estudar e em 1938 completou estudos feitos na National College of Drugless Physicians, em Chicago, inclusive de anatomia. Em 1939 ela abriu uma clínica de Reiki na Ilha Grande, Hawaii. A mestra Takata iniciou 22 mestres por volta de 1970, e fez inúmeras viagens ao Estado da California onde ministrou cursos. Desencarnou em 1980. Seus alunos se reuniram e fundaram a Reiki Alliance, uma espécie de associação que não prosperou por disputas internas. Entre os mestres iniciados estava sua neta Phillis L. Furumoto. Detalhes da história de Takata e Hayashi são encontrados no livro “Reiki: Hawayo Takata’s Story”, escrito por Helen Haberly.
Dedicamos este site a todos aqueles que antecederam a história da Terapia Reiki, desde os primeiros séculos, no remoto Tibete, aos dias de hoje, preservando os ensinamentos sagrados.
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