Por Ana Liliam Bauer Ventura
Vivemos em uma sociedade crítica. O que salta aos olhos é sempre o que faltou fazer, o que não foi bem feito, o que está feio, as falhas de cada um, e assim por diante… Ainda acreditamos que é ressaltando os erros que faremos com que o outro se corrija, é sempre a incompetência que é levada em consideração. Nos relacionamentos também funciona assim. Reclamamos dos defeitos do companheiro (a), dos filhos, empregados, etc. Mas como é que alguém poderá realmente se aperfeiçoar se os únicos traços ressaltados são suas falhas? A reclamação acaba recriando e batendo nas resistências internas, conscientes ou não, e criando sempre mais resistência. Já devíamos ter aprendido que este método é ineficaz, mas como qualquer mudança demanda no esforço da transformação, acabamos ficando com o modelo velho e inadequado. Este padrão gera uma profunda insatisfação nas relações humanas, pensamos em como seria bom se nosso parceiro fosse organizado, ou mais gentil, ou romântico, ou prestativo, ou seja lá o que for que desejamos. Por outro lado nosso parceiro pensa em como seria bom se nós fossemos mais assim ou assado… Mas continuamos a insistir em tudo que vemos de errado! Vamos tentar mudar de modelo? Observe que tudo que desejamos no outro já existe em potencial, embora timidamente. Puxe pela memória, e você se lembrará de algumas vezes em que ele foi organizado, mais gentil, romântico, prestativo ou seja lá o que for. Mas quando ele fez este feito (de certo com grande esforço de transformação), encontrou o outro lado apático, indiferente, insensível… E lá se foi o pequeno gesto para o buraco… Mas se pudermos ver o outro em sua essência, que é sempre tudo de bom, e considerarmos que há no outro este enorme potencial para a plenitude e a virtude; e começarmos a agir (veja bem: agir e não mais reagir!) através desta nova visão, estaremos dando ao outro a chance de mudar! De forma prática isto significa valorizar o que o outro tem de bom. Reparar naquele detalhe que o outro tem de belo, olhar rosto no rosto, com interesse. E ser capaz de elogiar todos os acertos, todos os pequenos gestos. Interessar-se por nosso parceiro (a) verdadeiramente, assuntar, saber de seus temores, de seus sonhos, de seus planos. Não há como ser indiferente ao ser valorizado, ao ser elogiado, ao se receber o interesse genuíno de alguém! É o que merecemos, o que todos merecem. Olhe-se também com novos olhos. Considere a sua beleza e perfeição imanente, todo o potencial que há em você de se tornar uma pessoa melhor. Consideramos demais nossas limitações, e já é hora de parar com isso. Ao invés de agir como a criancinha que nunca viu o mar de verdade, ou que nunca tomou sorvete (metáforas para nossas frustrações), perceba que o potencial já está em você, aja como quem já comprou a passagem para ver o mar e está prestes a embarcar, ou como quem está se aprontando para sair e tomar o mais gostoso sorvete! O futuro já existe hoje em forma de semente, como energia potencial. Basta que detonemos esta energia, que saiamos da energia estática em que vivemos até aqui, e sejamos capazes de realizar o futuro agora. Somos responsáveis totalmente pela realidade que está a nossa volta, somos cocriadores desta realidade, e cabe a nós transformá-la, transformando nossas limitações em potencial para a plenitude, e ajudando a transformar nossos relacionamentos e o mundo! Não espere para amanhã, reflita e comece já! O futuro já está aqui, não há mais tempo a perder. Ana Liliam Bauer Ventura é Mestra Reiki.http://venturaana.blogspot.com